14 de julho de 2010

Falha legislativa discrimina gays nos casamentos

A lei que estabelece o casamento entre pessoas do mesmo sexo, desde 31 de Maio de 2010, é omissa no que concerne às uniões entre portugueses e cidadãos estrangeiros, originando que casais homossexuais estejam a ser impedidos de celebrarem tal contrato.

O Ministério da Justiça ainda não se pronunciou publicamente sobre este cenário, refira-se. Mas, em contrapartida, os casais homossexuais que tentaram aceder ao casamento junto de consulados ou embaixadas portuguesas no estrangeiro, desde que a lei está em vigor, já obtiveram uma resposta do Instituto dos Registos e Notariado (IRN): são homossexuais, um deles sem cidadania portuguesa e a lei é omissa. Logo, não há casamentos até haver uma clarificação legislativa.

Este foi o esclarecimento disponibilizado a João V., um português residente em Barcelona (Espanha), quando tentou casar-se com o companheiro – um cidadão brasileiro – na Conservatória do Registo Civil de Coimbra. Informação idêntica foi dada na conservatória da rua de Ceuta, no Porto, cuja funcionária admitiu ser o segundo caso que ali surgia.

Desde então, devido à insistência junto das entidades competentes, aguarda que o Conselho Técnico do IRN emita um parecer sobre a falha detectada, de modo a que este seja divulgado junto das conservatórias.

“A lei (do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo) é omissa quanto à possibilidade de celebração desta modalidade entre dois cidadãos estrangeiros e entre um cidadão português e um cidadão estrangeiro, quando a lei da nacionalidade daqueles não permite a celebração daqueles casamentos”, refere fonte do sector jurídico do IRN, salientando que nos termos do Código Civil, a questão em tabela é plurilocalizada, “colocando em confronto vários ordenamentos jurídicos, sendo por isso complexa e melindrosa”.

Segundo João V., com 32 anos e os últimos quatro a viver em Espanha, após a alteração legislativa em Portugal que permitiu o casamento gay, a primeira nega surgiu em Coimbra, mesmo depois de entregue toda a documentação exigida.

“A alegação da conservadora para negar o pedido baseava-se em que neste momento corria um pedido de parecer junto das entidades brasileiras para esclarecer a impossibilidade de um cidadão brasileiro não-residente em Portugal poder contrair matrimónio com um cidadão português, ao amparo da lei portuguesa”, conta, salientando que o companheiro conta com um visto de turista para o Espaço Schengen.

Porém, esta resposta contraria a postura do Consulado Português no Rio de Janeiro, que permitiu logos nos primeiros dias de aplicação da lei o casamento de uma sua funcionária – portuguesa – com uma cidadã brasileira. “Não é isto uma forma de discriminação? Um casamento entre pessoas de sexo diferente é permitido nestas condições e um casamento entre pessoas do mesmo sexo é negado?, questiona João V.

Se o visto de turista poderia ser um entrave, é o próprio Serviço de Estrangeiros e Fronteiras a esclarecer as dúvidas: um visto de entrada temporário com título de entrada turística ou visto de Schengen permitem a celebração do casamento (de um cidadão estrangeiro com um português).

O JN sabe que o Conselho Técnico do IRN está a analisar, com carácter de urgência tanto esta questão, como o reconhecimento em Portugal dos casamentos celebrados no estrangeiro, de modo a produzir um parecer que possa ser divulgado nas conservatórias.

Nuno Miguel Ropio, in Jornal de Notícias

13 de julho de 2010

Contraluz

Contraluz (Backlight) é o novo filme do realizador e argumentista português Fernando Fragata, radicado nos Estados Unidos (realizador do filme Sorte Nula).
Este filme foi rodado na íntegra nos Estados Unidos e conta com um elenco de actores portugueses e americanos.
O trailer promete muito.
Várias vezes me interroguei (e talvez façam o mesmo): "- Isto é um filme português?" "- É!"


11 de julho de 2010

[Frases que ficam] - 'Allo 'Allo

"Listen very carefully, I shall say this only once"

William Blake

To see a world in a grain of sand,

And a heaven in a wild flower,

Hold infinity in the palm of your hand,

And eternity in an hour.


William Blake, Auguries of Innocence

10 de julho de 2010

7 de julho de 2010

Abraço

Dá-me um abraço que seja forte
E me conforte a cada canto
Não digas nada que o nada é tanto
E eu não me importo

Dá-me um abraço fica por perto
Neste aperto tão pouco espaço
Não quero mais nada, só o silêncio
Do teu abraço

Já me perdi sem rumo certo
Já me venci pelo cansaço
E estando longe, estive tão perto
Do teu abraço

Dá-me um abraço que me desperte
E me aperte sem me apertar
Que eu já estou perto abre os teus braços
Quando eu chegar

É nesse abraço que eu descanso
Esse espaço que me sossega
E quando possas dá-me outro abraço
Só um não chega

Dá-me um abraço, Miguel Gameiro



Dedicado ao amigo Pinguim (e ao Déjan) com um grande abraço pela amizade e cumplicidade.
Um abraço também a tod@s com quem tenho privado e convivido aqui na blogosfera, onde tenho feito bons conhecimentos e amizades.

5 de julho de 2010

Six Feet Under

Este post fez-me recordar a brilhante série que foi Six Feet Under (Sete Palmos de Terra).
A música chama-se Breathe Me, interpretada pela Sia, e faz a banda sonora do final da série.
Nesta sequência em que a Claire sai de casa para Nova Iorque, a música acompanha este emocionante final onde vimos os últimos momentos de cada uma das personagens.

P.S.- Sou só eu...ou isto deixa sempre uma lagriminha ao canto do olho?!
(Isto para não dizer que choro sempre que revejo este final)

4 de julho de 2010

3 de julho de 2010

La prima donna

É este o exemplo que este fulaninho dá enquanto capitão da Selecção Nacional?
Para além da má prestação em campo, conseguiu através de atitudes e de palavras mostrar o que não deve ser um capitão de equipa.
Ser o "melhor do mundo" é muito mais do que apenas jogar bem futebol.

2 de julho de 2010